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O Sumiço de Milo Ambrus

Parte 1

Um humano de chapéu com um livro aberto, em um lugar sombrio e escuro, à luz da Lua.

Desde setembro de 2022 sem postar nada, eis que uma nova aparece! Pois é, nem sei se a galera ainda lê blog, já que a maioria está afundada em redes sociais… mas aqui vamos nós!

A era das redes sociais está longe de acabar. Arrisco inclusive a dizer que não vai acabar. Tecnologia, assim como tantas outras coisas desse mundo, é sempre derivada de algo, e as redes sociais não são exceção. Alguém teve uma ideia, lá atrás, que gerou um produto chamado Orkut (a primeira rede social que realmente viralizou, deu certo). O Orkut nada mais era do que um site de fácil manutenção e acesso, com interface facilitada e liberdade de expressão – qualquer um poderia postar relativamente qualquer coisa em questão de segundos, com muita praticidade e facilidade. A partir daí várias outras redes floresceram e criou-se um nicho de marketing e trabalho digital.

Pois bem! Essa introdução e bla-bla-bla todo para chegar num questionamento: não vemos um caminho de volta, mas qual o próximo degrau? Quero ir além disso: Vocês perceberam que perdemos a “propriedade” de nosso conteúdo online? Há vinte anos notávamos uma crescente de blogs e sites como esse que lhes escrevo, onde somos donos do conteúdo e compartilhamos nossa essência com os leitores. Pode-se dizer o mesmo de redes como Instagram, Facebook? YouTube? Os influenciadores que seguimos, os canais que assistimos, têm conteúdo relevante ou criterioso? Validado?

A resposta é, obviamente, não. Talvez não tão óbvio, mas é certo que a gestão do conteúdo está muito além de argumentação científica ou contexto crítico válido. Talvez o questionamento mais apropriado seria – qual a relevância do conteúdo que vemos online? Já se perguntou quanto tempo você passa em “doomscrolling“? Você consegue interiorizar e criticar esse conteúdo que consumiu? E ainda, quantas pessoas que você conhece que efetivamente ASSISTEM um conteúdo com mais de 15 segundos? Me entristece demais saber que pouquíssimas pessoas lerão esse conteúdo até o fim. Não é uma postagem longa, mas certamente vai muito além das migalhas que nos são jogadas aos montes, diariamente, para satisfazer nosso imediatismo e a doença do estímulo constante. A necessidade da dopamina rápida.

Minha necessidade ao escrever essa postagem não é convencê-lo(a) de alguma tese, ou validar minha argumentação. Até porque blogs são meramente expressões de opinião, e em seu âmago independem de qualquer aceitação ou validação. Acredito que a proposta aqui seja oferecer um contraponto à corrente de consumo que tanto vemos aquecer a Internet. Que tal passarmos um tempo lendo mais livros ao invés de passando idiotamente pelo feed das redes sociais? Está valendo de tudo: gibis, leituras rápidas, até receitas! Eu desafio você a ler qualquer coisa no banheiro, naquele momento glorioso de reflexão, no trono. Se valer uma sugestão, dê uma olhada aqui nesse meu livro de contos:

Ao escrever neste blog, minha intenção não é nadar contra a corrente. Afinal de contas o próprio conceito é descabido. Ninguém deve nadar contra a corrente, ou inevitavelmente perderá suas forças e morrerá afogado. A ideia é buscar alternativas. Seria necessário atirar-se ao rio, como a maioria? Não teríamos outros caminhos a trilhar, outras opções? Eu acredito que temos. E esse é o meu. Conforme me descubro, me conheço mais e trilho esse desafiador caminho da arte e literatura, compartilho com vocês alguns de meus pensamentos, meus planos e meus projetos, através deste singelo blog.

Esta não será uma postagem isolada! Quero compartilhar com vocês meus próximos passos, meus planos para os livros vindouros, as novidades, e muito mais! E ainda, não vou pedir para que me sigam em Instagram, Facebook, ou qualquer outra rede social. Apenas que tenham a esperança de uma nova leitura. Vou pedir pela oportunidade de lerem minhas obras. Assinem esse blog para que recebam as novidades, já que este será o meu canal principal de comunicação com vocês, caros leitores. E fiquem à vontade para comentar e partilharem de suas ideias, fazer perguntas!

Até breve. Com carinho, Milo Ambrus.

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