Parte 2
Olha eu aqui de novo, compartilhando meus pensamentos com vocês! Hoje quero falar de saudades. De sentir falta. Não de um jeito saudosista e vazio, e sim com uma visão realista e direta. Sobretudo realista. Talvez até pesarosa, de certa forma. Se você nasceu antes dos anos 2000 já deve saber do que estou falando, e às vezes até já se pegou pensando nos “bons tempos” e como sente falta de uma “época mais simples”. Essa postagem não tem o objetivo de explicar a você nada disso, mesmo porque cada um de nós tem uma relação diferente com o passado. Os bons tempos para uns pode ser um trabalho desgraçado, enquanto para outros uma infância simples e feliz, despreocupada. Para alguns um ambiente familiar de abuso e violência, enquanto para outros um ninho familiar de afeto e companheirismo. É difícil equalizar, mas não estou escrevendo para isso. Estou escrevendo para lhe dizer que você não está só.
Muita coisa aconteceu – com o mundo e conosco. Nós crescemos, nos tornamos adultos. Pais, mães, trabalhadores, empresários, artistas… cada um carregando um enorme peso nas costas. O peso da responsabilidade. Para carregar ainda mais esse novo cenário com dificuldades, passamos por uma pandemia. Perdemos entes queridos, amigos, muitos de nossa raça. Somos fracos, dependentes. Muita coisa ficou evidente com a pandemia, e não estou querendo dizer apenas “olha que interessante, podemos trabalhar de casa!”. Ficou evidente que uma andorinha só não faz verão (ou primavera, como supostamente disse Aristóteles). Precisamos de pessoas. De amigos, de fornecedores, de médicos, enfermeiros, cozinheiros, entregadores, professores, gerentes, vendedores, e a lista é grande. Então eu repito: você não está só. Nenhum de nós está. Basta que tenhamos ciência disso e que estendamos nosso apoio a nossos semelhantes. E o primeiro passo é nos enxergarmos. Pura e honestamente, enxergar nossa individualidade.
Notaram a diferença de linguagem entre as redes? Você não encontra esse tipo de conteúdo no Instagram, ou Facebook. Sabe por quê? Por lá, como tantas outras redes, ninguém se interessa por desabafos crus e deselegantes como esse. Textos longos não geram curtidas, engajamentos, monetização e patrocínio. A diferença é que aqui é o nosso espaço, nosso aconchego. NOSSO. 0k, eu pago o domínio e o plano no WordPress (e não é barato), mas eu compartilho esse espaço com você. Não preciso dar satisfação pra empresa A ou B. Se eu quiser colocar uma imagem de um cafézinho aqui eu colo, e pronto. Aqui vai:

Cafézinhos à parte, a minha intenção ao cuidar melhor do nosso espaço é acolher. Aqui você vai encontrar um bálsamo, uma bolha onde não há espaço para política, religião, ou quaisquer outros debates controversos e difíceis. Não porque não são relevantes, e sim porque já estamos cansados. Você consegue hoje ver um meme inofensivo sem que alguém comente algo de teor político/religioso, completamente desnecessário à piada em questão? Não dá mais. Simplesmente não dá mais. Eu preciso de paz, e acredito que muita gente, também.
A ideia aqui não é viralizar, mendigar curtidas e compartilhamentos ou ganhar notoriedade. Eu quero que você fique bem. Quero que fiquemos bem juntos e tenhamos mais assuntos para conversar, coisas que não envolvam polaridades políticas ignorantes, visões distintas de divindades. Quero falar sobre culinária de fim de semana, sobre amar nossos pais e cuidar de nossas famílias. Quero falar sobre música e o papel da tecnologia no desenvolvimento artístico. Sobre trabalhar menos e nos divertirmos mais, caminhar ao sol e nos abrigarmos durante tempestades. A ideia é que cuidemos uns dos outros. Espero que esta postagem tenha te ajudado um pouquinho hoje, assim como me ajudou enquanto a escrevia.
Tenha um ÓTIMO dia, e acima de tudo… divirta-se!

